quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

FINADOS

O tempo celular que passa desordenado
deixa o lado esquerdo da cama leve.

As mulheres frutas macias, amadurecem antes.
Formam corpo de carne íntegra e insuspeita.

O espesso sumo e a semente em natureza
ao lado do tronco homem, que endureçe.

No final, somos nós, inveterados machos, rígidos em forma,
que acabamos por apodrecer mais cedo diante da terra.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

AO ECO!

Moçada, dia 03 de dezembro ocorre o último ECO do ano!

Para as comemorações foram escalados

o maestro
Pedro Paiva nos discos

e o trio parada dura:

Anderson Pires,

André Capilé

e Tiago Rattes.



Tá tudo em casa!

20:30, no Mezcla, entrada franca!

Apoio:
Livraria Borges - Livros de Areia
Academia Brasileira de Letras
Centro de Cosmoética - Sutilezas Safadas

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O CUME E O PRECIPÍCIO

O gozo já não mais secreto
de lágrima vertidas em vertigem.
O pranto que agora é bobagem
revela o relevo indiscreto

Duas partes, o cume e o precipício
e o suicídio do membro na penumbra.
Denunciam o compasso da música
As partes são uma, um princípio.

Toda dor que já foi um dia,
agora, já se tornou um hobby.
E a verdade que o corpo engole
É mais deliciosa das mentiras.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

PRESENTE

Três goles, coça a barba.

Dois tragos, uma risada.

A pequeNINA vontade de ficar

e a imensidão do mundo pra partir.


Faz dos goles em planos

e dos panos em golpes

nas fêmeas em prantos,

compromisso que foge.


Saca o fogo do bolso

e expande a imensidão.

Em mais um tempo de amigos

Ou só, apenas, solidão.



Ao amigo Ivan, que comemora mais um ciclo.

Perdão não bebericar uns goles nesse dia com você.

Oportunidades não nos faltarão. Parabéns!

sábado, 7 de novembro de 2009

D.R. COM O TEMPO


Bate um tic na contra mão

que faz doer a pele como

napalm que queima o tempo.


As flores que arrepiam

com o passar do vento

ficam cabisbaixas e mudas.


Não há o que dizer.

Apenas vive e contrapõe

à opinião das horas.


Descaracterizado da raça

sem pertencer ou pertences.

Sou insolente e mal aplicado.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Eco Eco Eco!

ECO Performances Poéticas


05 de novembro (quinta-feira)

20h30min

Mezcla


Alexandre Graça Faria

Lançamento de Urânia

Exibição de Vídeo-Poema


Iacyr Anderson de Freitas


Bolor de Pão

feat. Hippie Chulo e Jesus Jeans


e mais, muito mais...


Apresentado por Pedro Paiva

Entrada franca

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Da música que (e)leva


Fecho os olhos e sinto que sou cabeça
sem braços e pernas, sem tronco.

Sinto que posso escorrer por aí como lesma
e vagar sem a pressa de fugir do sereno.

Sou o que sinto e não o que sei
e isso me basta para fugir da terra seca e poeirenta.

Sou uma cabeça agora com asas, não sei de que bicho.
Sei que sinto o vento e isso me sustenta em ser.

Entretanto, o retorno me dói as retinas
e caminho sem ter, mas sei o que é.


*obs: tem música que faz isso, aliás, existem melodias que por si só dizem tudo:

Bizet - Ópera Carmen
Puccini - Nessun Dorma
Louis Armstrong - What a Wonderful World
Pixinguinha - Yaô
Charles Mingus - Cumbia & Jazz Fusion (essa tem 28min. não cabe no youtube!)
Beatles - Helter Skelter
Sinatra - My Way

Abraço!